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5º Fórum Tecnológico do Leite
Evento do Colégio Teutônia conta com a participação de 700 pessoas

clique aqui para visualizarProgramação marcou comemorações pelo Dia Estadual do Leite em Teutônia

       Nos dias 21 e 22 de setembro o Colégio Teutônia e parceiros realizaram o 5º Fórum Tecnológico do Leite, que teve como tema central “Tecnologias e conforto animal para a produção de leite” e marcou as comemorações pelo Dia Estadual do Leite em Teutônia, celebrado na terceira quarta-feira do mês clique aqui para visualizarde setembro.
       Com uma vasta programação de palestras e exposição de empresas e instituições ligadas direta e indiretamente ao setor agropecuário, o evento contou com a participação de cerca de 700 pessoas, entre produtores, estudantes, técnicos, profissionais da área e comunidade.
       A abertura do Fórum ocorreu na noite de quarta-feira, dia 21, acompanhado por lideranças e autoridades locais e regionais, queclique aqui para visualizar destacaram a importância do evento para fomentar o desenvolvimento do setor agropecuário, em especial da cadeia produtiva do leite.
       O prefeito de Teutônia, Renato Altmann, frisou a importância do educandário para o nível da educação do município e do Vale do Taquari, assim como para o agronegócio. “O Colégio Teutônia tem papel fundamental para a qualidade de vida da nossa população local e regional, uma vez que contribui significativamente para a produção de alimentos de qualidade a partir dos ensinamentos oferecidos nos seus cursos técnicos. Além disso, a formação técnica da instituição está diretamente clique aqui para visualizarrelacionada à renda dos nossos produtores, que encontram na escola a possibilidade de aprimorar as atividades desenvolvidas nas suas propriedades”, frisou, parabenizando a escola pelo evento, “elo entre empresas e comunidade e de fundamental importância para o aprimoramento de novas tecnologias”.
       O prefeito de Westfália e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (AMVAT), Sérgio Marasca, igualmente destacou a importância da cadeia produtiva do leite, setor que mais gera empregos no Rio Grande do Sul. “O Colégio Teutônia deu o pontapé inicial que busca o engrandecimento do Vale do Taquari por meio da clique aqui para visualizarprodução de leite. Precisamos produzir alimentos e a região está no caminho certo”, enfatizou.
       O gerente de produtos bovinos de leite da Nutrifarma, parceira do evento, Vilson Mayer, igualmente elogiou a iniciativa do Fórum e comentou sobre o momento do setor leiteiro. “Vivemos um momento de oportunidades para a atividade leiteira, com a crescente necessidade de eficiência na produção. Sem dúvida o evento do Colégio Teutônia é uma excelente ocasião para mostrarmos como a união de esforços pode trazer a público discussões sobre inovações e tecnologias para a cadeia produtiva do leite, sempre focando a produção com eficiência, rentabilidade e qualidade”, acrescentou.
       O diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus, finalizou parabenizando o Colégio Teutônia pelo tema central do Fórum e igualmente reforçou a importância das parcerias. “Somos parceiros da instituição de ensino na busca por alianças sólidas em benefício do desenvolvimento do agronegócio em Teutônia e no Vale do Taquari, carro chefe da nossa economia e que engloba um crescente número de famílias”, concluiu.
       Encerradas as formalidades da solenidade de abertura, teve início o ciclo de palestras.

Programa Leite Gaúcho

clique aqui para visualizar       A primeira palestra do 5º Fórum Tecnológico do Leite teve como foco a apresentação do Programa Leite Gaúcho, conduzida pelo diretor do Departamento da Agricultura Familiar da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, José Adelmar Batista.
       O Programa do Governo do Estado visa aumentar a produção e melhorar a qualidade do leite nos estabelecimentos rurais de base familiar, para aumentar a renda e elevar a qualidade de vida das famílias beneficiadas, além de oferecer à população um alimento seguro e saudável. “Além da importância da tecnologia para a produção de leite, é fundamental que sejam feitos investimentos para manutenção do jovem no campo, uma vez que vivemos momentos de escassez de mão-de-obra. Por isso desenvolvemos políticas focadas na rentabilidade, na elevação da renda e qualidade de vida, aliada a produção de alimentos saudáveis”, explicou Batista.
       Atualmente, o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de leite do país, com a produção de 3,3 bilhões de litros de leite ao ano. Entre outros números apresentados pelo palestrante, a produção leiteira do Brasil em 2010 foi de 30,5 bilhões de litros em 2010, com a região Sul do país ficando responsável por 30% desse volume.
       Considerando essas estatísticas, Batista adiantou que o Programa Leite Gaúcho prevê investimentos da ordem de R$ 37,5 milhões, com ações de qualificação dos agricultores familiares e produtores de leite, assistência técnica e extensão rural, acesso ao crédito para o aumento da produção, auxílio para adequação à Instrução Normativa 51 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, objetivando a melhoria da qualidade.
       “Estamos confiantes de que podemos melhorar, contando com o apoio de entidades, cooperativas, empresas, prefeituras, instituições de ensino, sindicatos e dos nossos produtores, adequando a tecnologia disponível ao setor leiteiro à realidade dos produtores”, concluiu Batista.

Ambiente e Bem-Estar Animal

clique aqui para visualizar       A segunda palestra da noite de quarta-feira, dia 21, teve como tema “Ambiente e Bem-Estar Animal”, com a médica-veterinária e pesquisadora da Embrapa Gado de Leite, de Minas Gerais, Maria de Fátima Ávila Pires.
       A palestrante focou essencialmente infraestrutura de propriedades e condições do campo de pastagem para que os animais, em boas condições de bem-estar, produzam mais, com quais qualidade, interferindo inclusive nos índices de reprodução do rebanho e condições para futuras exportações, em especial de carne. “O incremento e eficiência na produção está diretamente relacionado ao bem-estar animal. Para isso precisamos entender a relação dos animais com o ambiente”, afirmou.
       Para ela, este ambiente está dividido em ambiente social, físico, climático e de relação entre homem e animal. Com base em vasto trabalho de pesquisa, a palestrante apresentou ações que podem auxiliar nesse processo. “Nem tudo é óbvio na cadeia produtiva. Por isso, com as pesquisas minuciosas, podemos observar que pequenos detalhes podem fazer uma grande diferença. Todos sabemos que para amenizar o stress calórico dos animais, precisamos providenciar espaços com sombra, mas isso pode ser feito de inúmeras maneiras, algumas mais eficientes e outras que, as vezes, causam efeito contrário ao esperado”, afirmou, acrescentando que “pensar no bem-estar animal é pensar no aumento da produção e qualidade do leite”.

Cenários, Perspectivas e Desafios da Cadeia Leiteira

clique aqui para visualizar       Na reabertura do evento na manhã de quinta-feira, dia 22, ocorreu a palestra “Cenários, Perspectivas e Desafios da Cadeia Leiteira”, conduzida pelo presidente da Fetag/RS, Elton Roberto Weber.
       Durante sua explanação, apresentou diversos números da cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul, onde 47,1% dos 121 mil produtores gaúchos têm uma produção diária de até cem litros de leite. “Atualmente, 90% dos municípios do Estado produzem leite, ou seja, 449 municípios. Em algumas cidades, o comércio gira em torno do pagamento da conta de leite e da aposentadoria, mais uma prova da importância social do leite. Nesse contexto, o Vale do Taquari é um dos principais produtores de leite do Rio Grande do Sul”, apontou Weber.
       Outro foco da palestra abordou a oscilação de preços como uma das dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite, o que gera insegurança. “A disparidade de preços pagos pelo litro de leite ao longo do ano é um grande desafio. Neste quesito, o Rio Grande do Sul é o terceiro pior Estado no que se refere ao preço pago ao produtor pelo litro de leite. Quem melhor paga é São Paulo, chegando a R$ 0,90 o litro”, comentou.
       No cenário de perspectivas e desafios para o setor leiteiro, Weber frisou a necessidade de aumento da produtividade, aumento no consumo per capita, a implementação da Instrução Normativa 51, o pagamento por qualidade, o controle das importações, a concentração do varejo, a guerra fiscal, a cotação cambial e a legislação ambiental. “Precisamos propagar os benefícios do consumo do leite para alcançar novos mercados. Para isso também precisamos pagar melhor por qualidade e não apenas por quantidade. Sobre a IN 51, precisamos de um conjunto de ações que auxilie o produtor no processo de implantação e implementação das mudanças, discutindo o assunto com a extensão rural e a área pública, oportunizando e criando mecanismos vinculados a esta questão, sem perder o foco de que qualidade pode nos ajudar bastante”, ponderou.
       Nos comparativos entre índices de importação e exportação de leite no país, o palestrante falou de barreiras enfrentadas pelo Brasil para exportação do leite, defendendo a regulação também do volume de produtos importados pelo país.
       Finalizando, Weber apresentou algumas conclusões, enfatizando que assistência técnica e fomento são fundamentais para aumentar a produção, assim como a formação e capacitação dos produtores para atender as novas exigências de qualidade; necessidade de investimentos com planejamento e cautela, evitando problemas futuros; e o controle no momento de otimismo vivido pela cadeia produtiva do leite, evitando a euforia.

Bem-estar das vacas para o conforto de seus donos

clique aqui para visualizar       Ainda na manhã de quinta-feira ocorreu a palestra “Bem-estar das vacas para o conforto de seus donos”, com o pesquisador da CCGL Tecnologia, Wagner Beskow. Seu foco partiu do princípio de que o Brasil precisa avançar em conhecimento e tecnologias. “O mais importante hoje em dia é a forma como as pessoas estão conduzindo suas atividades. Os níveis de produção dos animais tem total relação com o trabalho do homem. Por isso precisamos analisar os problemas da cadeia produtiva do leite olhando da porteira para dentro e para fora”, enfatizou.
       Segundo o palestrante, as pesquisas desenvolvidas pela CCGL Tecnologia buscam resultados para o produtor que consideram mais leite, menos esforço, menos custo por litro, maior qualidade, satisfação das pessoas, bem-estar animal e mínimo impacto ambiental.
       Para Beskow, produtividade e conforto também têm relação direta com genética e qualidade das pastagens. “Entendemos as falhas cometidas pelos produtores, mas precisamos avisá-los dos equívocos que cometem para que possam melhorar. Coisas simples fazem muita diferença, como a avaliação da dieta da vaca leiteira por meio da observação do esterco. A grande mudança está nas pessoas, e elas mudam quando entendem que isso é necessário e querem essa mudança. Deve existir uma relação muito próxima e de parceria entre profissionais técnicos e produtores. Por isso, um dos nossos grandes desafios é que produtores e cooperativas repensem o trabalho de assistência técnica”, finalizou.

Produção de leite com sustentabilidade na agricultura familiar na região Sul de Santa Catarina

clique aqui para visualizar       A última palestra da programação abordou “Produção de leite com sustentabilidade na agricultura familiar na região Sul de Santa Catarina”, com o representante da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Inácio Trevisan.
       Numa explicação simplificada sobre o tema da palestra, Trevisan enfatizou que produção com sustentabilidade é a produção com continuidade. “A produção de leite com sustentabilidade estimula a redução do custo de produção, do volume de trabalho e o aumento da rentabilidade, baseado no tripé social, ambiental e econômico, fazendo com que a atividade perdure ao longo do tempo”, disse.
       Entre outras informações, o palestrante apresentou alguns passos para o sucesso na produção de leite com sustentabilidade: produção de pasto de qualidade e em quantidade 365 dias por ano; divisão da área em piquetes; análise do solo; sistema de cerca elétrica funcional; sistema de abastecimento de água em todos os piquetes, com água de qualidade 24 horas por dia; mineralização dos animais; sombreamento com o plantio de árvores, aumentando a produção de forragem e o conforto animal; plantio de espécies anuais de inverno em sobre semeadura; e trabalho com espécies forrageiras perenes de verão.

Documentário e concurso de leite em metro

  clique aqui para visualizar     Durante o 5º Fórum Tecnológico do Leite também ocorreu a apresentação do documentário que conta a História Viva do Colégio Teutônia, com foco na importância da mantenedora Fundação Agrícola Teutônia (FAT) no desenvolvimento regional do agronegócio e a importância da instituição como unidade formadora de profissionais técnicos.
       As gravações estiveram divididas em quatro etapas, somando mais de oito horas de conversas,clique aqui para visualizar além de resgate fotográfico. Após editado, o material foi apresentado na tarde de quinta-feira, com duração de 25 minutos. O documentário faz um resgate histórico de 1950 até os dias de hoje, abordando, entre outros assuntos, a evolução do número de alunos, as mudanças de perfil dos estudantes e as novas possibilidades na área de formação técnica profissional ao longo dos anos. “Tudo que foi dito é riquíssimo e não poderíamos perder clique aqui para visualizaresses relatos que contam a nossa história e do agronegócio no Vale do Taquari”, destaca a professora Maria de Fátima Fuzer da Silva, integrante da comissão organizadora do evento.
       O documentário contou com a participação de professores, alunos e comunidade, pessoas que viveram e vivem a história do Colégio Teutônia, focando em especial os anos de 1952, 1958, 1960, 1964, 1968, 1970, 1980, 1clique aqui para visualizar987 e dos dias atuais.
       “A Fundação Agrícola surgiu com a preocupação da época com o êxodo rural e procurava atender os filhos dos agricultores, orientar sobre o uso de novas tecnologias e oferecer novos conhecimentos para viabilizar a permanência dos jovens no campo”, acrescenta o subsecretário da Agricultura de Teutônia, Silvério Brune.
       Outra atração do Fórum foi o concurso do “leite em metro”, semelhante ao tradicional “chope em metro”, e a animação da Bandinha MiMi. O concurso, inédito no Estado, contou com 12 participantes e esteve dividido em três categorias: mulheres produtoras com mais de 25 anos de idade; homens produtores com mais de 25 anos; e jovens produtores com idades entre 18 e 25 anos

Exposição

clique aqui para visualizar       A exposição de empresas e instituições ligadas direta e indiretamente ao setor agropecuário teve a participação de CRV Lagoa, Serppar, Reinigen Química, Pioneer Sementes, Nutrifarma, Milkparts, Cooperagri, Zebu Cercas Elétricas, Cooperativa Languiru, Certel Energia, Biocampo Nutrição Alimentar, Hidrotec Equipamentos Rurais, Canaã Agrícola, Teutomix, Sicredi Ouro Branco e Samaq Comercial de Máquinas.

Avaliação

       O diretor do Colégio Teutônia, Jorge Trentini, agradeceu a presença de todos e destacou o valor das parcerias, bem como os objetivos do educandário. “É um dos papéis do Colégio Teutônia possibilitar a realização de eventos em que ocorra o debate sobre tendências de mercado e tecnologias para o campo, cujos maiores beneficiados são os alunos dos cursos técnicos, as empresas parceiras e principalmente a comunidade”, disse.
       Numa avaliação do evento, Trentini disse estar muito contente com os resultados obtidos e o público presente. “Tivemos a oportunidade e ter no mesmo espaço estudantes, empresários, autoridades e produtores rurais, quando todos puderam falar a mesma linguagem tecnológica e reconhecer a importância da agropecuária, em especial a cadeia produtiva do leite, para o Vale do Taquari e o Estado”, concluiu.
       O 5º Fórum Tecnológico do Leite foi uma realização do Colégio Teutônia, em parceria com Nutrifarma, Cooperativa Languiru, Sicredi Ouro Branco, Certel Energia, Prefeitura de Teutônia, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Emater/RS, Fetag/RS, Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor (CAPA) e Associação dos Engenheiros Agrônomos do Vale do Taquari (ASEAT).

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