Notícias

Colégio Teutônia
Institucional
História
Fundação Agrícola
Rede Sinodal
Nossa Equipe
Aprocote
Certa
Moradia Escolar

Educação Básica

Educação Profissional

Atividades Extraclasse

Albuns Fotográficos

Parceiros

4º Fórum Tecnológico do Leite

clique aqui para visualizar       O estudo de caminhos sustentáveis para a atividade leiteira foi o grande enfoque do 4º Fórum Tecnológico do Leite realizado ontem, dia 15 de setembro, no auditório central do Colégio Teutônia, em Teutônia.
       Participaram do evento cerca de 500 pessoas, entre estudantes, produtores rurais, líderes sindicais, técnicos, representantes da Emater, secretários municipais declique aqui para visualizar Agricultura, prefeitos, dirigentes de cooperativas, entre outros. O evento foi realizado na terceira quarta-feira do mês, que foi oficializado, pela Assembleia Legislativa, como o Dia Estadual do Leite.
       Segundo o engenheiro agrônomo da Emater de Teutônia, Martin Wanderer, a proposta do Fórum do Leite era encontrar soluções para alguns gargalos do segmento. "Na área da regional de Estrela da Emater coclique aqui para visualizarntabilizamos 30 indústrias laticínios, que tem uma capacidade de industrializar 5 milhões de litros de leite por dia, mas só processam 3 milhões de litros. Ou seja, temos 40% da capacidade ociosa (econômico)", observa Wanderer.
       Como a situação é muito semelhante no Estado, para o agrônomo, aí está uma das explicações para a pressão em busca do aumento da produtividade, e os produtores esbarclique aqui para visualizarram em áreas pequenas. "Se verticalizar a produção teremos problemas com água e solo (ambiental), além da exclusão de pessoas (social)", acrescenta. Por isso, na visão de Martin Wanderer, a intenção é encontrar caminhos para a sustentabilidade econômica, social e ambiental.
       Outro dado alarmante é que 24 mil propriedades da região da Emater têm produção leiteira, e deste total, 60% dos produtores possuem até 100 litros de leite por dia. "Se estes produtores caem fora ao serem pressionados para produzir mais, aí teremos um problema social. Qual alternativa damos para eles? Suínos e frangos exigem um investimento muito alto. É uma questão a ser pensada seriamente, porque o leitclique aqui para visualizare exige menos investimento e é muito mais social, além de ter uma renda mensal e abrange mais produtores", complementa.
       A cadeia produtiva do leite envolve mais pessoas e, por consequência, distribui mais o dinheiro. Martin Wanderer explicou que há pessoas que sobrevivem do recolhimento (coleta), da fábrica de ração, dos resfriadores e ordenhadeiras, da assistência veterinária, da inseminação artificial, na indústria, sem falar no próprio produtor. "A renda gerada se multiplica 5 a 6 vezes na cadeia", sustenta.

Algumas sugestões


clique aqui para visualizar        Questionado sobre algumas sugestões viáveis para o setor produtivo do leite, o engenheiro agrônomo da Emater, Martin Wanderer, explicou que uma das alternativas seria a segmentação, a exemplo do que ocorre nos suínos. "O produtor de leite que tiver limitação na propriedade poderia terceirizar a criação de terneiras e novilhas para outro produtor, que seria especializado nesta parte. Outro poderia produzir pasto e feno.
Haveria uma divisão das funções e todos sairiam ganhando", aponta.
       Mais uma alternativa apontada pelo agrônomo é o aproveitamento do potencial da região para fazer feiras. "É um mercado que está aberto e não usamos", ponderou. Outro negócio rentável é expandir a ideia implantada na Comarca de Arroio do Meio, que implantou um programa para erradicar a brucelose e a tuberculose. "Nenhum outro lugar tem esse programa. E animais com essa garantia (sem brucelose e tuberculose) tem que ser mais valorizados na hora da venda. E por enquanto não estamos explorando esse potencial", concluiu.

Sustentabilidade sim


       O diretor do Colégio Teutônia, Jorge Trentini, apontou que discutir, fomentar e trazer ideias é fundamental para as pequenas propriedades do Vale do Taquari serem sustentáveis e viáveis. "E o Colégio Teutônia tem todas as razões para sediar este evento, por ser pioneiro na produção de leite de qualidade; recentemente formamos mais uma turma de técnicos em agropecuária e já são 1.133 espalhados por diversas cidades do mundo; e temos o funcionamento do CERTA para o treinamento de agricultores.
       Então, temos ação, inserção e responsabilidade com o agronegócio do Vale do Taquari e do Rio Grande do Sul", comentou.

Evolução


       O presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, falou em nome das empresas apoiadoras e parceiras do evento. Ele entende que o fórum é um resultado da importância que a Fundação Agrícola Teutônia dá à área leiteira para o desenvolvimento do Vale do Taquari. Repetiu números já lançados por Trentini sobre a capacidade do Rio Grande do Sul de industrializar de 15 a 16 milhões de litros diários de leite, enquanto que há uma produção de apenas 9 milhões.
       Bayer ressaltou as dificuldades que o produtor enfrenta na entressafra deste ano, com a baixa de preços de maio a setembro. Comentou a dificuldade das indústrias em vender o leite em pó, que está com preços abaixo em relação ao ano anterior, o que também baixa o preço interno.
       "Há expectativa de mudanças por conta de fatores climáticos em Minas Gerais e Goiás, que têm dificuldades em abastecer São Paulo e aí surge uma oportunidade para as indústrias gaúchas", observou.
       O presidente da Languiru ainda comentou as dificuldades enfrentadas na produção leiteira, desde a sanidade até a forma de integração não vertical.
Enfatizou a tentativa de transformar o Vale do Taquari no "Vale dos Lácteos"
e pediu a mobilização dos produtores para atender os níveis de qualidade para alcançar mercados mais exigentes. Ainda comentou a baixa média de        produtividade por vaca, que no Brasil chega a
4 litros/dia, no Rio Grande do Sul a 8 litros/dia e na Cooperativa Languiru alcança a 17 litros/dia. "Ainda podemos evoluir mais, mas precisamos demais divulgação, mídia para o consumo do leite", apontou.

Fixar jovem no campo


       O prefeito de Teutônia, Renato Airton Altmann, agradeceu a presença de todos os visitantes e enalteceu a importância do alimento leite na sustentabilidade dos agricultores e da economia de Teutônia e do Vale do Taquari. "Cabe a nós, administradores públicos, atuar junto ao produtor para dar mais condições de desenvolverem um bom trabalho", observou.
       Altmann também ponderou que estes eventos são importantes "para mostrar aos jovens que a informação e a tecnologia. Se economicamente for viável, permanece-se no campo, e hoje certamente vão adquirir mais conhecimento para desenvolver a produção".

Produtores buscam conhecimento


       Várias caravanas de cidades da região da Emater de Estrela participaram do Fórum Tecnológico do Leite. Durante a abertura chegou um grupo de produtores da cidade de Sinimbu.
       Paulo Thomé, de 49 anos, de Sinimbu, migrou recentemente do fumo para o leite e atualmente conta com 80 a 100 litros diários. Convidado através do técnico da Emater, Thomé resolveu participar do Fórum porque "quer investir mais na produção de leite".
       O jovem Moisés José Hammes, de 19 anos, é um exemplo de sucessão no meio rural em Sinimbu. Filho de produtor, já atua na propriedade que possui fumo, suínos e leite, com produção diária de 50 litros. Também participou a convite da Emater "para adquirir novos conhecimentos, mais informações e para aprender nunca é tarde", revelou Hammes, que pretende permanecer na propriedade da família.

Palestras


       Ao longo do dia foram oferecidos duas palestras e um painel de experiências na atividade leiteira. O pesquisador da Embrapa Trigo e professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), Renato Serena Fontanelli foi o primeiro a palestrar. Ele tratou de um tema interessante que é a produção de leite baseada em pastagem em sistemas de integração lavoura-pecuária.
       Depois do intervalo da manhã houve a palestra com o engenheiro agrônomo da Emater, Valmir Dartora, que apresentou sistemas de alimentação para bovinos de leite (pastoreio versus uso intensivo de alimentos no cocho).
       Após o almoço houve sorteios, apresentações culturais e oportunidades de financiamentos para investimento (Banco do Brasil e Sicredi).
       A parte final da programação contou com um painel de experiências na atividade leiteira, com produtores de leite das cooperativas Languiru, Cosuel e Granja Reckziegel. A mediação ficou com o presidente da Fetag/RS, Elton Weber.

MAIS FOTOS

   clique aqui para imprimir esta  notícia

 
2
2
5
3
5