
No ano do sesquicentenário
da Imigração Alemã em Teutônia,
os alunos da 8ª série do Colégio Teutônia
foram desafiados a pesquisar e posteriormente concluir qual
a importância da Língua Alemã em suas
vidas, uma das tradições ainda mantida em
muitos lugares.
“Numa era de tecnologia e
globalização é impossível deixar
de lado a Língua Inglesa, chamada por muitos de língua
universal. Mas qual a situação da Língua
Alemã no município? Ela é importante?
Ainda é falada e oferece futuro?”, explica
a professora Ana Elisa Osterkamp Bloemker.
Com estes questionamentos, os jovens
foram a campo e visitaram estabelecimentos comerciais e
de prestação de serviços no Bairro
Teutônia. Em todos, a resposta foi unânime:
a língua alemã é muito importante.
Aconselhados pelos entrevistados, os alunos concluíram
que falar o alemão pode ser um pré-requisito
importante na hora de conseguir um emprego. Isso justifica-se
pelo fato de que muitas pessoas, principalmente do interior
do município, ainda preferem ser atendidas na Língua
Alemã. Algumas até demonstram dificuldade
em compreender o Português.
“O município já
é bastante grande, possui cerca de 25 mil habitantes,
logo, essa não é a realidade de todos os bairros.
Entretanto, por uma questão histórica e cultural
e pela localização do Colégio Teutônia,
os alunos puderam constatar que é muito importante
conhecer a língua dos imigrantes”, acrescenta
Ana Elisa.
Em frente ao monumento em homenagem
ao centenário da colonização, em 1958,
os jovens observaram o mapa da antiga Colônia Teutônia
e dialogaram sobre as facilidades da língua estrangeira
num mundo que pode ser visitado num piscar de olhos via
internet. Ainda conversaram sobre as grandes possibilidades
de intercâmbio e futuro profissional em outros países
graças ao conhecimento de outra língua. Concluíram
que, além da importância da língua,
comunicar-se em alemão é quase que um dever
para com aqueles que desbravaram a região.
“Resgatar as origens, sua
história e sua cultura, é um dos pontos a
ser trabalhado neste ano de comemoração dos
150 anos de colonização. Afinal, um homem
sem cultura e sem origens é como um livro vazio,
sem palavras”, conclui a professora.