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Fundação Agrícola Teutônia comemora 54º aniversário
 
      Na próxima segunda-feira, dia 17 de julho, a Fundação Agrícola Teutônia (FAT), entidade mantenedora do Colégio Teutônia, estará comemorando 54 anos. As histórias da FAT e da escola se fundem e remetem a instituições conceituadas no Vale do Taquari e diretamente ligadas à comunidade teutoniense. Tudo começou em 15 de abril de 1952, quando um memorial, redigido por Asido Dreyer, justifica a necessidade de se criar uma “escola de mestria agrícola” ou de “capatazes rurais” em Teutônia, então 5º Distrito do município de Estrela.
      Alguns dias depois, no dia 27 de abril do mesmo ano, vem a Teutônia o então superintendente do Ensino Profissional da Secretaria de Educação, que após contato direto e minucioso exame do local e das intenções, concedeu parecer favorável. Em 14 de maio de 1952, por iniciativa de uma comissão, foi dirigido memorial ao governo do Estado, expondo a situação agrária do Alto Taquari e a necessidade de difundir o ensino agrícola através de um estabelecimento a ser criado no município, como fator de garantia para coordenar os esforços dos poderes públicos e da iniciativa privada. A comunidade propunha-se a instituir uma fundação que, com o amparo dos poderes públicos, criaria, manteria e administraria um estabelecimento de ensino agrícola.
      Já no dia 12 de julho de 1952, por Assembléia Geral, a Comunidade Evangélica instituiu a Fundação Agrícola Teutônia, dispondo a maneira de sua administração e fazendo a doação inicial das terras previstas no conjunto do programa, o equivalente a cinco hectares. No dia 17 de julho de 1952, por ato público e solene, a comunidade ratifica o ato de instituição da Fundação Agrícola Teutônia, por escritura pública, lavrada no Cartório do Bairro Languiru. Dois dias depois, por convocação do presidente da Comunidade Evangélica de Teutônia, Guilherme Stapenhorst Filho, reúne-se um grupo de pessoas encarregadas da administração da FAT no edifício do extinto “Tiro de Guerra” da vila. Em 5 de setembro de 1952 a Fundação conseguia o registro de seu estatuto no Registro Especial de Títulos e Documentos da Comarca de Estrela.

Início das aulas

      No dia 1º de setembro de 1953, no prédio da antiga sub-prefeitura, doado pela Administração Municipal de Estrela, iniciavam as aulas da então Escola Agrícola Teutônia, para 24 alunos do curso de Administrador Rural, com duração de três anos. No mesmo dia houve o lançamento da pedra fundamental da sede definitiva. Todas estas solenidades foram presididas pelo então governador do Estado, General Ernesto Dorneles.
      No mesmo ano o governo estadual determina o primeiro auxílio público à FAT e dali para cá sempre eram consignados em orçamentos municipais, estaduais e federais, bem como de entidade privadas, auxílios e contribuições para que a FAT pudesse levar adiante a sua tarefa de construir, manter e administrar um estabelecimento modelar de ensino.

Escola Técnica Rural


      Em 15 de outubro de 1954, a FAT era registrada no Conselho Nacional de Serviço Social do Ministério da Educação. Já em setembro de 1959, a denominação de Escola Agrícola Teutônia muda para Escola Técnica Rural. Apesar de duras dificuldades, as construções e melhoramentos, em nenhum momento, foram interrompidos pela FAT.

Novas dependências

      Em 11 de setembro de 1960 foram oficialmente inauguradas as novas dependências da escola, estando presentes à solenidade o vice-presidente da República, João Goulart, e o governador do Estado, Leonel de Moura Brizola.
      Em 1961 a FAT celebrou convênio com a Associação Escolar Teutônia, em que cederia os prédios da Escola Dom Pedro II e a Fundação manteria e administraria o ensino primário local. Em 1971 deixa de existir a Escola Dom Pedro II, que passa a ser o Curso Primário do Colégio Agrícola Teutônia.

Colégio Agrícola Teutônia

      Antes, em março de 1962, o curso de Aprendizagem Agrícola foi transformado em curso Ginasial Agrícola. No dia 20 de outubro de 1966 é autorizado o curso Colegial Agrícola, com mudança da denominação do estabelecimento para Colégio Agrícola Teutônia. Em Abril de 1965 a escola e comunidade local se cobrem de luto com a morte do diretor Ralph Ohlschowsky, seu pai Carlos, os professores Luiz Hiemer, Norberto Porn e a senhora Janita Wahlbrinck.

Verba “Pão para o Mundo”

      No mês de novembro de 1967 a FAT recebeu verba da obra “Pão para o Mundo”, da República Federal da Alemanha, com a qual foi ampliado o parque de máquinas agrícolas e instalada uma oficina para fins didáticos. Com verba da mesma obra, no dia 20 de julho de 1968 tiveram início as obras de remodelação dos prédios, construção de um internato feminino e salão de funções múltiplas.
      No dia 27 de julho de 1971, uma portaria da Secretaria de Educação reconhece o curso Primário, Ginásio Agrícola e curso Colegial Agrícola. De 1972 a 1975, a escola adapta o 1º e 2º graus às exigências da Lei da Reforma do Ensino. Em 1973 o ensino de 5ª e 6ª séries é estendido às comunidades de Vila Schmidt, Linha Clara, Boa Vista/Languiru e Linha Geraldo como extensões do Colégio Agrícola Teutônia. Em 23 de maio de 1974, outra portaria da Secretaria de Educação autoriza o funcionamento das habilitações de Técnico em Agropecuária e Auxiliar de Adubação. A Secretaria também autoriza, em 7 de agosto de 1975, o funcionamento das habilitações de Assistente de Administração para o turno da noite e Auxiliar de Contabilidade para o diurno, cursos que só foram reconhecidos em 1977.

Colégio Teutônia – Escola de 1º e 2º Graus


     Em 16 de maio de 1979 surge a designação de Colégio Teutônia – Escola de 1º e 2º Graus, que prevalece até 31 de dezembro de 2000. No dia 6 de março de 1986 é autorizado o funcionamento de classes de Jardim de Infância A e B.
     Mais recentemente, em 2 de agosto de 1999, iniciam-se as aulas do curso de Suplência do Ensino Médio. Em 27 de março de 2002, é autorizado o curso Técnico em Meio Ambiente.
     Desde janeiro de 2001 até os dias de hoje a denominação é apenas Colégio Teutônia e atualmente a escola oferece os cursos técnicos em Agropecuária (diurno e noturno), Gestão Ambiental, Gestão em Negócios, Manutenção em Microinformática e, em processo de aprovação para o segundo semestre de 2006, Técnico em Laticínios. Além disso, o Colégio Teutônia ainda conta com Centro de Treinamento em Eletricidade e sedia o Centro Regional de Treinamento de Agricultores (Certa), além de oferecer cursos de informática para a comunidade, pais, professores, funcionários e empresas de Teutônia e região.

Presidentes da FAT


     Nesses 54 anos de história, a FAT já contou com diversos presidentes, o primeiro deles assumiu em 19 de julho de 1952, Edevino Ahlert. Depois dele vieram Asido Dreyer, Ewaldo Ahlert, Edmundo Richter, Berthold Engelhardt, Oscar Willy Schwambach, Seno Dreyer, Ewaldo Driemeier, Egon Edio Höerlle, Silvério Brune, Godofredo Lagemann, Milton Huve, Silvério Luersen, Erni Stapenhorst, Elton Klein, Marino Ernesto Wolf, Jair César Dörr, Mariza Wolf e, desde 19 de março de 2005, Rainer Büneker.
     Falando sobre a entidade nesse meio século de atividades, o atual presidente destaca a participação dos diversos colaboradores que construíram a história da FAT, seus presidentes, os diretores da escola, as lideranças locais e regionais que se esforçaram para fortalecer a entidade. Büneker também fala dos profissionais formados pela escola nesses 54 anos. “Os mais de mil técnicos em agropecuária formados pelo Colégio Teutônia participam de forma direta na produção de alimentos em todo Brasil. Esta afinidade com a natureza nos levou a criar o curso Técnico de Gestão Ambiental em 2002, o primeiro do Estado. Com o grande apoio de prefeituras, cooperativas e empresas privadas da região, podemos a cada ano proporcionar conhecimentos ainda mais práticos e consistentes”, destaca.
     No que se refere a filosofia da Fundação, Büneker ressalta que “além de acreditar que a educação é a base de uma comunidade forte e unida, se propõe a ser um agente de integração entre as cooperativas, empresas, governos, órgãos, entidades e cidadãos, em especial aqueles ligados ao agronegócio e ao meio ambiente.” Por fim, ele ainda presta agradecimento aos colegas do conselho diretivo, à direção, aos professores e funcionários, “que com sua dedicação diária acreditam que é possível auxiliarmos na construção de um futuro cada vez melhor.”

Diretores da escola


     O Colégio Teutônia está com seu 12º diretor, Jorge Roberto Trentini, que assumiu em agosto de 2001. Lhe antecederam Otávio Schüler, Nestor Bender, Siegmundo Romar Schlabitz, Godofredo Lagemann, Berthold Engelhardt, Heinrich Otto Sattler, Walter Frederico Schäffer (interinamente), Ralph Berty Ohlschowsky, Georg Lecke (interinamente), Geraldo Engelbrecht e o primeiro diretor Werner Wahlhäuser, de setembro de 1953 a julho de 1954.
     Trentini fala da satisfação em poder participar das comemorações dos 54 anos da Fundação. “Participar deste momento deixa a todos nós professores, colaboradores e comunidade escolar em festa. Por outro lado, aumenta a cada ano a nossa responsabilidade de manter acesa a chama e os ideais lançados no longínquo ano de 1952. Trabalhar e estudar nesta escola é motivo de muita alegria e satisfação, pois além de estarmos em um ambiente extremamente prazeroso, cercado de parques, jardins, áreas de lazer e esportes com pista atlética, campos de futebol sete, ginásio e quadras ao ar livre, estamos falando de uma escola que permanentemente vem equipando-se para atender da melhor forma possível nosso estudante, que é o patrimônio maior do Colégio Teutônia. Com salas ambientes, cadeiras e classes anatômicas, laboratórios, equipe de professores altamente qualificada, com mais de 50% do seu corpo docente com pós-graduação e muitos com mestrado, todos cientes de que o professor deve estar em permanente formação, estamos preparados para dar conta do nosso Projeto Pedagógico, que contempla uma educação de qualidade, onde o foco central é nosso estudante”, enfatiza.
     Trentini igualmente agradece às famílias, “que a várias gerações vem confiando a educação escolar de seus filhos ao Colégio Teutônia e, da mesma forma, às novas famílias que a cada ano integram-se à nossa comunidade escolar. Um forte abraço à toda comunidade de Teutônia e em especial à comunidade escolar da Fundação Agrícola Teutônia”, conclui.