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Fórum do Colégio Teutônia debate futuro do mercado do leite
 
     Na última quinta-feira, dia 11, o Colégio Teutônia esteve realizando o 2º Fórum Tecnológico “O Mercado do Leite”. Tendo por local as dependências da escola, o evento reuniu mais de 400 pessoas durante a programação, que contou com palestras e estandes de indústrias voltadas ao setor leiteiro.
     A programação teve início com formação da mesa principal, composta pelo presidente da Fundação Agrícola Teutônia (FAT), entidade mantenedora do educandário, Rainer Büneker; diretor do Colégio Teutônia, Jorge Trentini; presidente da Certel, Egon Hoerlle; secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente, Elemar Böhmer; presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer; presidente da Sicredi Ouro Branco, Silvo Landmeier; gerente regional da Emater, Valmir Wegner; gerente local do Banco do Brasil, João Carlos Hentschke; gerente de negócios do Banrisul, Rafael Klaftke; e representante da Nutrifarma, Kenedy Franceschetti. Nomeadas outras autoridades municipais de Teutônia e região, foi entoando o Hino Nacional, seguido de pronunciamentos.
     Fazendo uso da palavra, o presidente da FAT, Rainer Büneker, deu as boas-vindas a todos e enfatizou a necessidade do Brasil produzir mais leite em termos de quantidade e qualidade. “Esse deve ser o nosso desafio, utilizando-se das novas tecnologias para a produção leiteira. Outra bandeira pela qual devemos lutar é a melhora da genética do nosso rebanho, a adaptação de manejo dos animais para cada uma de nossas propriedades, o treinamento de nossos jovens para o agronegócio, a formação de parcerias e a cooperação”, disse, agradecendo a todos os presentes, apoiadores e organizadores do evento.
    O diretor Jorge Trentini lembrou o histórico de cursos técnicos oferecidos pelo Colégio Teutônia e enfatizou o início do novo curso Técnico em Laticínios e Processamento de Carnes para o mês de agosto. “O Colégio Teutônia tem seu planejamento voltado para as necessidades da comunidade regional e sabemos o que significa o agronegócio para o Vale do Taquari. O papel da escola é fomentar iniciativas como este fórum, trazendo profissionais qualificados para debater o futuro do setor com produtores e comunidade em geral. Sem dúvida saímos daqui enriquecidos com relação ao tema do mercado do leite”, afirmou.
     O presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, falou do momento de dificuldades que diversos setores da economia brasileira vêm enfrentando, mas procurou deixar uma mensagem de otimismo. “Setores como o agronegócio são muito dinâmicos e as expectativas futuras são mais animadoras. O Brasil é o hoje o sétimo maior produtor mundial de leite em termos de volume e falando de produtividade, o produtor brasileiro possui um grande potencial. A média nacional é de apenas 3,1 litros de leite por vaca ao dia, enquanto que no Rio Grande do Sul essa média é de 5,3 litros e no Vale do Taquari chegamos a aproximadamente 12 litros de leite por animal ao dia”, comentou, acrescentando que nesses encontros é fundamental que se faça uma reflexão sobre a situação. “A questão cambial e a grande oferta de leite no mercado interno desfavorece e regula o preço, mas fatores como o aumento do consumo mundial são muito positivos.” Em específico sobre a região, Bayer ainda elogiou a diversificação produtiva, “o que dá condições de evoluirmos cada vez mais no segmento agropecuário. Para isso, também é fundamental que todas as entidades que trabalham na área se unam para transmitir a mesma mensagem aos produtores. Estou há 20 anos nessa atividade e esse fórum é muito oportuno e mostra a preocupação da Fundação Agrícola e do Colégio Teutônia com esses aspectos”, finalizou.
    O secretário Elemar Böhmer, na oportunidade representando o prefeito de Teutônia, Silvério Luersen, falou sobre a importância da produção leiteira para o município, que conta com mais de mil produtores nessa área. “Fóruns existem muitos e eles surgem quando há dificuldades. Sem dúvida esta é uma oportunidade para acharmos uma forma de mantermos a nossa produção e a qualificação dos palestrantes desse evento engrandece ainda mais a iniciativa. Antes de qualquer coisa, precisamos valorizar o que é nosso, e o leite é nosso. Mudanças são necessárias e, a partir desses encontros, mudanças podem surgir”, disse.
     Encerradas as formalidades, teve início o ciclo de palestras, a começar pelo engenheiro agrônomo, sócio-diretor da Agripoint, diretor de Marketing da Láctea Brasil, Marcelo Pereira de Carvalho, que falou sobre “Características e tendências para o mercado de lácteos no Brasil”. Em seguida foi a vez do engenheiro agrônomo, doutor em Enconomia pela USP, professor da Universidade Federal de Viçosa – Minas Gerais, Sebastião Teixeira Gomes, com o tema “Escala de produção, vale a pena investir?”.
      Já no período da tarde a palestra “Como ganhar dinheiro com CCS e CBT”, foi proferida pelo engenheiro agrônomo, PhD em Zootecnia pela MacGill University – Canadá, presidente do Conselho Brasileiro do Leite, professor titular da FAMV UPF – Passo Fundo, João Walter Dürr. Por fim, foi a vez do médico veterinário, doutor em Ciências Veterinárias pela UFRGS, mestre em Medicina Veterinária pela UFSM e professor da UFRGS, João Batista Borges, que enfatizou o “Impacto dos problemas reprodutivos sobre a produção e produtividade da atividade leiteira”.
    Conforme a coordenadora dos cursos técnicos do Colégio Teutônia, professora Maria de Fátima Fuzer da Silva, o evento atendeu plenamente às expectativas, tanto no que se refere ao número de participantes quanto ao nível de conhecimento dos palestrantes. “Tivemos uma grande diversidade de público, desde autoridades, estudantes, produtores, técnicos e agroindústrias do setor, com a representação de mais de 30 municípios”, destacou Fátima, adiantando que para 2007 a terceira edição do evento poderá ter dois dias de duração. “Além das palestras e debates, queremos inovar com atividades interativas como dia de campo”, revelou.
    Para o estudante e ex-funcionário da Avipal, Ricardo Bergjohann, que participou de todas as palestras do dia, o tema sempre desperta o interesse da comunidade. “Os assuntos abordados no fórum falam da nossa realidade. Concordo que não adianta o produtor investir em tecnologia se não possui uma produção correspondente”, avaliou.
    O evento teve por objetivo disponibilizar à comunidade regional o conhecimento de tecnologias que possam alavancar o desenvolvimento da região; oportunizar aos diferentes segmentos da cadeia do leite a discussão sobre o mercado do leite e aspectos de produção e produtividade; promover momentos para reflexão sobre a importância da cadeia produtiva do leite para a sustentabilidade dos sistemas de produção da região; e apresentar propostas para a viabilização da cadeia leiteira.
    A promoção contou com o apoio da Ascar/Emater, Certel, Banrisul, Banco do Brasil, Sicredi, governo do Rio Grande do Sul, Nutrifarma, Administração Municipal de Teutônia e Cooperativa Languiru.
 
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