História

História do Colégio Teutônia (1952-2018)

O Colégio Teutônia é uma escola de confissão luterana, que integra a Rede Sinodal de Educação. Tendo esta identidade definida e atuante, a proposta educacional integra o caráter comunitário, transdisciplinar, ecumênico e participativo no diálogo inter-religioso, ampliando a partilha e a inclusão.

A sua criação, em 1952, foi uma iniciativa da comunidade de Teutônia que visava preparar os filhos de agricultores para as suas atividades e valorizar as suas especificidades. O objetivo, então, era o de melhorar a formação profissional e a integração destes jovens à sociedade brasileira. Oferecia, nesse sentido, uma escola que seguia estes princípios e tinha condições de proporcionar um ensino de qualidade à comunidade local e regional.

Em 15 de abril de 1952, Asido Dreyer redigiu um memorial, justificando a necessidade de criar uma Escola de Maestria Agrícola ou de Capatazes Rurais em Teutônia, então 5º Distrito do Município de Estrela, Rio Grande do Sul. Em 12 de julho do mesmo ano, por Assembleia Geral, a Comunidade Evangélica local (IECLB) instituiu a Fundação Agrícola Teutônia (FAT), dispondo sobre a sua forma de administração e fazendo a doação inicial das terras com 10.000 braças quadradas (aproximadamente 5ha).  Em 17 de julho, por ato público e solene, a mesma comunidade ratifica o ato de instituição oficial, por escritura pública lavrada no Cartório de Languiru.

Em 1º de setembro de 1953, no prédio da antiga subprefeitura, doado pela Prefeitura Municipal de Estrela, iniciavam as aulas para os 24 alunos da então Escola Agrícola Teutônia, com o Curso de Administrador Agrícola. Nos anos subsequentes, a instituição foi incorporando novas funções, abrangendo cada vez mais segmentos da comunidade. Em 11 de setembro de 1960 foram oficialmente inauguradas as novas dependências do colégio, estando presentes o Vice-presidente da República, senhor João Goulart, e o Governador do Estado, senhor Leonel de Moura Brizola. Seguindo a cronologia histórica, em 1961, a FAT celebrou um convênio com a Associação Escolar Teutônia, em que esta cederia os prédios da Escola D. Pedro II, manteria e administraria o ensino primário local.

Em 1967, data em que a FAT recebeu verba da obra “Brot für die Welt” (Pão para o Mundo), foi ampliado o parque de máquinas agrícolas e instalada uma oficina para fins didáticos. Com o aumento da comunidade local surgiram novos desafios e novas demandas. Atenta a isso e, ciente de seu papel neste contexto, em 1971 a portaria da Secretaria da Educação e Cultura do Rio Grande do Sul (SEC-RS) reconheceu o Primário, o Ginásio Agrícola e o Curso Colegial Agrícola, possibilitando assim a oferta de serviços e de acesso aos filhos das famílias em idade escolar. De 1972 a 1975, o Colégio adaptou o l° e 2° Graus às exigências da Lei da Reforma do Ensino (Lei nº 5692/71). Em 1973, o ensino de 5ª e 6ª séries foi estendido às comunidades de Vila Schmidt, hoje município de Westfália e às localidades interioranas de Linha Clara, Boa Vista e Linha Geraldo, na forma de extensões do Colégio Agrícola Teutônia.

No ano de 1974, a SEC autoriza também o funcionamento das habilitações de Assistente de Administração e Auxiliar de Contabilidade. Alguns anos depois, em 1979, surgiu a designação de Colégio Teutônia – Escola de 1º e 2º Graus.

Em 1998 criou-se junto à FAT o CERTA – Centro Regional de  Treinamento e Formação de Agricultores, hoje vhamado de Centro Regional de Formação de Agricultores, numa parceria com a Emater Regional, Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento e empresas locais, oferecendo cursos de capacitação e qualificação nas áreas de Gado Leiteiro, Gerenciamento de Propriedade Rural e Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares. Um ano depois, a escola  passou a oferecer os cursos de Suplência do Ensino Fundamental e Médio, hoje denominado EJA – Educação de Jovens e Adultos.

O século XXI trouxe mudanças e, no ano de 2000, a denominação da escola passou a ser Colégio Teutônia. No ano seguinte, no turno da noite, inicia a primeira turma do Curso Técnico em Agropecuária, na modalidade sequencial ao Ensino Médio, nova denominação dada ao 2º Grau, por força de lei.

No ano de 2001, o Colégio, incentivado pela comunidade, construiu a Pista de Atletismo, que cedia eventos esportivos e oportuniza à comunidade atividades de lazer.

Em 2002, iniciou o curso de Técnico em Meio Ambiente, pioneiro no estado do Rio Grande do Sul. Logo em seguida, em 2004, foi lançado o novo curso de Técnico em Gestão de Negócios. Em Em 2006 surge o curso Técnico de Manutenção em Microinformática e o Centro de Treinamento em Eletricidade com a parceria das Cooperativas de Eletrificação da Metade Sul do Estado e FECOEGRS. No mesmo ano, o Colégio Teutônia iniciou o Ensino Fundamental de 9 anos de duração.

No ano seguinte, em 2007, inicia-se o projeto do EAD, uma parceria com o IESDE e UCB, com os cursos de Administração e Pedagogia. Em 2008, com nova demanda, iniciou o curso Técnico de Eletrotécnica – Ênfase em Geração e Distribuição de Energia.

Atualmente, além das atividades relacionadas ao ramo Educacional, a Fundação Agrícola Teutônia possui uma propriedade agrícola utilizada para fins didáticos das aulas práticas do curso de Técnico em Agropecuária e possui a produção e comercialização de leite, feno e grãos.

Nos últimos anos, podemos dizer que várias ações e iniciativas vieram contribuir para a solidificação do Projeto Pedagógico do CT, dando um retorno histórico àquilo que se teve como expectativa a partir da fundação desta escola.

Neste contexto citamos a ONASE, evento em que fomos campeões nacionais, o Atletismo Teutônia, por consequência; duas Turnês do Conjunto Instrumental para a Europa; a questão do trabalho com Aprendizes e do piloto Aprendiz no Campo; o Centro de Eletricidade; os Projetos junto ao Sebrae, a implantação de novos níveis de ensino, tanto no ensino técnico quanto na educação infantil; a Mostra Científica, sinal contundente deste caminho rumo à Educação 3.0; a Semana Cultural; o esforço da escola no que tange a formação continuada; a implantação do Sistema Totvs e outras iniciativas mais, como a inovação tecnológica a exemplo da incorporação das estantes de leituras digitais, através do Projeto Elefante Letrado, da parceria firmada para com o projeto Google Education como também do APP CT, um canal de comunicação direta com pais e responsáveis de nossos estudantes. Neste contexto evidencia-se que todas as ações de nosso educandário estão voltadas à qualificação dos processos pedagógicos que, nos últimos anos, passaram a ser mensuradas por avaliações externas que norteiam as ações do educandário.

A instituição atua como espaço de promoção da vida, em cuja ideia se sustenta o conceito de infraestrutura do CT. Em uma área de 80.000 m² está distribuído o complexo escolar, com prédios nos quais salas de aula, laboratórios, salas para atividades complementares, bibliotecas e ambientes de apoio estão instalados. Para além destes, amplos espaços de convivência em meio à natureza se fundem às estruturas para as práticas de esportes, Auditório Central, Pista Atlética, Cantina e áreas de convivência. Os parques, pracinhas e brinquedoteca, com conceitos pedagógicos e estruturas pensadas para as faixas etárias, complementam-se com harmonia neste contexto que possibilita o pleno desenvolvimento dos estudantes.

No ano de 2017 o CT comemorou os seus 65 anos de atividades, juntamente com os 500 anos da Reforma Luterana. Estas duas celebrações representam um importante momento da sua trajetória comunitária e educacional, cuja identidade foi construída com a participação efetiva de diferentes segmentos sociais ao longo destas décadas.