História

1952

A história do Colégio Teutônia tem como marco a data de 15 de abril quando é redigido por Asido Dreyer um memorial, justificando a necessidade de criar uma “Escola de Maestria Agrícola” ou de “Capatazes Rurais” em Teutônia, então 5° Distrito do município de Estrela. Neste mesmo ano, em 27 de abril, vem a Teutônia o Superintendente do Ensino Profissional do Estado do RS. Após um contato direto e minucioso exame do local e das intenções da Comunidade, este concedeu parecer favorável. Em 14 de maio, por iniciativa de uma Comissão, foi dirigido um memorial ao Governo do Estado, expondo a situação agrária do Alto Taquari e a necessidade de difundir o ensino agrícola através de um estabelecimento a ser criado nesta localidade, como fator de garantia para coordenar os esforços dos poderes públicos e da iniciativa privada. A Comunidade propunha-se a instituir uma Fundação que, com o amparo dos poderes públicos, criaria, manteria e administraria um estabelecimento de ensino agrícola.

Passados dois meses, acontece no dia 12 de julho a Assembleia Geral na Comunidade Evangélica Paz, a qual institui a Fundação Agrícola Teutônia. Por ato público e solene, em 17 de julho, a Comunidade ratifica o ato de instituição da Fundação Agrícola Teutônia, por escritura pública, lavrada no Cartório de Languiru.

1953

Em 1º de setembro, no prédio da antiga Subprefeitura, doado pela Prefeitura Municipal de Estrela, iniciavam as aulas da então Escola Agrícola Teutônia para 24 alunos com o seu primeiro curso: Administrador Rural. No mesmo dia houve o lançamento da pedra fundamental da sede definitiva. Todas estas solenidades foram presididas pelo então Governador do Estado, General Ernesto Dornelles.

1954

A FAT era registrada no Conselho Nacional de Serviço Social do Ministério da Educação.

1959

A denominação da Escola Agrícola Teutônia foi mudada para Escola Técnica Rural Dorneles.

1960

Em 11 de setembro de 1960 foram oficialmente inauguradas as novas dependências do CT, estando presentes o Vice-Presidente da República, senhor João Goulart e o Governador do Estado, senhor Leonel de Moura Brizola.

Seguindo a cronologia histórica, em 1961, a FAT celebrou um convênio com a Associação Escolar Teutônia, em que esta cederia os prédios da Escola D. Pedro II e esta manteria e administraria o ensino primário local.

1962/1965

Em março de 1962 o curso de Aprendizagem Agrícola foi transformado em curso Ginasial Agrícola e em 1965 foi iniciado o curso Colegial Agrícola, com mudança da denominação do estabelecimento para Colégio Agrícola Teutônia.

Em 19 de outubro de 1968, a FAT recebeu o certificado de fins filantrópicos pelo Conselho Nacional do Serviço Social.

1967

Em 1967, data em que a FAT – Fundação Agrícola Teutônia – recebeu verba da obra “Brot für die Welt”, traduzindo, Pão para o Mundo, foi ampliado o parque de máquinas agrícolas e instalada uma oficina para fins didáticos.

1971

Com o aumento da comunidade local surgiram novos desafios, novas demandas. Atenta a isto e, ciente de seu papel neste contexto, em 1971 a portaria da Secretaria da Educação e Cultura do RS, SEC, reconheceu o Primário, o Ginásio Agrícola e o Curso Colegial Agrícola, possibilitando assim a oferta de serviços e de acesso aos filhos das famílias em idade escolar. De 1972 a 1975, o Colégio adapta o l° e 2° Graus às exigências da Lei da Reforma do Ensino, lei de número 5692/71. Em 1973 o ensino de 5ª e 6ª séries é estendido às comunidades de Vila Schmidt, hoje município de Westfália, e às localidades interioranas de Linha Clara, Boa Vista e Linha Geraldo, na forma de extensões do Colégio Agrícola Teutônia.

1974

Outra Portaria da SEC autorizou o funcionamento das habilitações de Técnico em Agropecuária e Auxiliar de Adubação.

1975

A SEC autorizou o funcionamento das habilitações de Assistente de Administração para o turno da noite e Auxiliar de Contabilidade para o diurno.

1979

Surgiu a designação de Colégio Teutônia — Escola de l° e 2º Graus.

1998

Em 1998 surge a Educação Infantil como nível de educação desvinculado do Ensino Fundamental, uma exigência da LDB de 1996.

1999

Em virtude de uma necessidade da comunidade local, no ano de 1999, a escola passou a oferecer Curso de Suplência de Ensino Médio. No ano seguinte, também ofereceu Ensino Fundamental. Neste mesmo ano, em parceria com empresas e instituições locais e estaduais, é criado e instalado no Colégio o CERTA – Centro Regional de Treinamento de Agricultores.

2000

Em 2000, a denominação da escola passou a ser Colégio Teutônia. No ano seguinte, no turno da noite, inicia a primeira turma do Curso Técnico em Agropecuária, na modalidade sequencial ao Ensino Médio, nova denominação dada ao 2º Grau, por força de lei.

2001

No ano de 2001, o Colégio, incentivado pela comunidade, construiu a Pista de Atletismo que cedia eventos esportivos e oportuniza à comunidade atividades de lazer.

2002

Em 2002, o CT passou a oferecer Curso Técnico em Meio Ambiente. Em 2003 passou a oferecer a Educação para Jovens e Adultos nos níveis Ensino Fundamental e Médio.

2003

O CT passou a oferecer a Educação para Jovens e Adultos nos níveis Ensino Fundamental e Médio.

2005

Neste ano, inicia a oferta do Curso Técnico em Gestão de Negócios.

2006

O Colégio Teutônia iniciou o Ensino Fundamental de 9 anos de duração.


O Colégio Teutônia é uma escola de confessionalidade luterana que integra a Rede Sinodal de Educação. Tendo esta identidade confessional definida e atuante, a proposta educacional integra o caráter comunitário, transdisciplinar, ecumênico e participativo no diálogo inter-religioso, ampliando a partilha e a inclusão.

A iniciativa que a comunidade de Teutônia, em 1952, encontrou para proporcionar estudos, melhorar a formação profissional e a sua integração à sociedade brasileira, acabou oferecendo a sequência natural de todo esse trabalho desenvolvido pelo Colégio Teutônia. Sequência que só poderia ser esta: uma escola que seguisse os princípios e tivesse condições de proporcionar ensino de alto nível à comunidade.

O Colégio promove atividades tanto no plano formal como no informal. No plano formal, relaciona-se com a comunidade, inicialmente, através da sua mantenedora, a Fundação Agrícola Teutônia.